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Tudo o que precisas de saber sobre Certificados de Aforro

O que são, quanto rendem, como subscrever e se fazem sentido para ti

Certificados de Aforro
6 min de leitura
Atualizado Agosto 2026

Se já ouviste falar dos Certificados de Aforro mas nunca percebeste bem o que são, este artigo é para ti. Vamos diretos ao assunto: o que são, quanto rendem, como subscrever e se fazem sentido para ti.

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O que são os Certificados de Aforro?

São um produto de poupança do Estado português. Na prática, estás a emprestar dinheiro ao Estado e ele paga-te juros por isso. É considerado um dos investimentos mais seguros que existem em Portugal, porque quem garante o pagamento é o próprio Estado.

Atualmente só podes subscrever a Série F — as séries anteriores (A, B, D, E) já fecharam para novas subscrições.

Garantido pelo Estado português
Sem limite de garantia — ao contrário dos depósitos bancários (que só cobrem até 100.000€), o risco é do próprio Estado.
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Quanto rendem em 2026?

A taxa de juro da Série F não é fixa: é calculada todos os meses com base na média da Euribor a 3 meses, com um mínimo de 0% e um máximo de 2,5%.

Em julho de 2026, a taxa base está nos 2,356% brutos ao ano — a quarta subida consecutiva este ano.

Estrutura de taxa — Série F · Julho 2026
Taxa base atual
2,356%
brutos/ano · Euribor 3M
+
Bónus máximo
+1,75%
permanência até 10.º ano
=
Total máximo
4,25%
brutos/ano (10.º ano)
Ano 1Bónus aumenta progressivamenteAno 10
2,356%4,25%

Mas há um bónus: a partir do 2.º ano de subscrição, recebes um prémio de permanência que se soma à taxa base e vai aumentando quanto mais tempo mantiveres o dinheiro investido, até um máximo de 1,75% no 10.º ano. Ou seja, se ficares com o dinheiro parado o máximo de tempo possível, a rentabilidade total pode chegar aos 4,25% brutos.

Resumindo: quanto mais tempo aguentares sem mexer, melhor rendimento tens.

Queres saber exatamente quanto o teu dinheiro rende? Experimenta o nosso simulador de Certificados de Aforro e faz as contas em segundos.

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Como funcionam os juros?

O essencial
Capitalização trimestralOs juros são calculados e pagos a cada trimestre, o que significa que os juros que ganhas passam também a render juros.
IRS de 28% retido automaticamenteEstão sujeitos a uma taxa de IRS de 28%, retida automaticamente pelo IGCP — não tens de fazer nada na declaração de IRS por causa disto.
Liquidez após 3 mesesPodes levantar o dinheiro a qualquer momento depois dos primeiros 3 meses, sem penalização sobre o capital. A única "penalização" é perderes os juros do trimestre em que pedes o resgate.
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Como subscrever?

Canais disponíveis
1
CTTa opção que acho mais fácil apesar de ser necessário lá irmos presencialmente.
2
AforroNet (o portal digital do IGCP)pela minha experiência pode não ser muito intuitivo!
3
Espaços Cidadão(habilitados para tal...)
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Através de alguns bancos parceiros(o banco BIG).

É possível subscrever em nome de menores, mas quem gere a conta são os pais ou responsáveis legais até atingirem 18 anos.

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Fazem sentido para ti?

São uma boa opção se…
Queres um sítio seguro para guardar o teu fundo de emergência ou poupanças de curto/médio prazo.
Preferes previsibilidade a arriscar em investimentos mais voláteis.
Queres algo mais rentável do que a maioria dos depósitos a prazo, sem perder liquidez.
Não são o produto ideal se…
Procuras crescimento de capital a longo prazo (aí, um ETF diversificado costuma ter mais potencial, ainda que com mais risco.
Precisas do dinheiro sem qualquer aviso e antes dos 3 meses após depositares dinheiro.

Muita gente usa os Certificados de Aforro como complemento à conta poupança/fundo de emergência, e deixa o investimento de longo prazo (ETFs, PPR, etc.) para outro lado. Não é uma decisão de "ou isto ou aquilo", podes ter os dois.

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Mete o valor e o prazo, e vê logo quanto vais ganhar.
As informações têm carácter meramente informativo e educativo. Não constituem aconselhamento financeiro, fiscal ou de investimento. Consulta sempre um(a) profissional qualificado(a) antes de tomares decisões financeiras.

Fonte: IGCP, taxas atualizadas a julho de 2026.