Se já ouviste falar dos Certificados de Aforro mas nunca percebeste bem o que são, este artigo é para ti. Vamos diretos ao assunto: o que são, quanto rendem, como subscrever e se fazem sentido para ti.
O que são os Certificados de Aforro?
São um produto de poupança do Estado português. Na prática, estás a emprestar dinheiro ao Estado e ele paga-te juros por isso. É considerado um dos investimentos mais seguros que existem em Portugal, porque quem garante o pagamento é o próprio Estado.
Atualmente só podes subscrever a Série F — as séries anteriores (A, B, D, E) já fecharam para novas subscrições.
Quanto rendem em 2026?
A taxa de juro da Série F não é fixa: é calculada todos os meses com base na média da Euribor a 3 meses, com um mínimo de 0% e um máximo de 2,5%.
Em julho de 2026, a taxa base está nos 2,356% brutos ao ano — a quarta subida consecutiva este ano.
Mas há um bónus: a partir do 2.º ano de subscrição, recebes um prémio de permanência que se soma à taxa base e vai aumentando quanto mais tempo mantiveres o dinheiro investido, até um máximo de 1,75% no 10.º ano. Ou seja, se ficares com o dinheiro parado o máximo de tempo possível, a rentabilidade total pode chegar aos 4,25% brutos.
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Como funcionam os juros?
Como subscrever?
É possível subscrever em nome de menores, mas quem gere a conta são os pais ou responsáveis legais até atingirem 18 anos.
Fazem sentido para ti?
Muita gente usa os Certificados de Aforro como complemento à conta poupança/fundo de emergência, e deixa o investimento de longo prazo (ETFs, PPR, etc.) para outro lado. Não é uma decisão de "ou isto ou aquilo", podes ter os dois.
Fonte: IGCP, taxas atualizadas a julho de 2026.